domingo, 2 de agosto de 2026

A CHAVE PARA UMA NOVA HUMANIDADE

 

Uma reflexão a partir de Mt 14, 13-21




 

    Tendo recebido a notícia da morte de João Batista, Jesus não se deixa intimidar, pelo contrário, entra em ação, não teme pela própria vida: primeiramente, se retira para um lugar deserto, mas também está disposto a mudar o programa por causa da necessidade das pessoas que o buscam. Jesus é movido pela compaixão em relação ao povo; um povo cansado e oprimido como ovelhas sem pastor. Precisamos desta disposição e compaixão de Jesus para interromper o que estamos fazendo a fim de ajudar alguém em sua necessidade. Geralmente não queremos ser incomodados, pois temos muito o que fazer.

    Jesus, ao contrário, se deixa incomodar pelas necessidades das pessoas porque é movido pela compaixão e o modo concreto com que expressa essa compaixão é curando os doentes e dando alimento a todos. Seus gestos agem para sanar, para curar, para doar vida nova. O modo como Jesus nos acolhe hoje diante e ao redor de seu altar é “a resposta de Deus à necessidade de plenitude que cada um traz dentro de si”. Estamos muito longe dessa concretude de Jesus, porque gostamos muito de discursos e muitas vezes ficamos apenas nos discursos.

    Jesus não aprecia a indiferença dos discípulos que o aconselham a despedir a multidão para que providencie por conta própria a comida. A sua resposta: 'Dai-lhes vós mesmos de comer' não indica apenas dar algo, mas também um dar-se como Jesus faz. Em cada gesto de doação e em cada coisa doada há uma parte da pessoa que doa. Assim é também a experiência da eucaristia: cada pessoa que se alimenta de Jesus se torna, por sua vez, eucaristia, isto é, dom para os outros. Com Jesus não se aprende a multiplicar pães, mas a partilhar com os irmãos o que se tem e o que se é. In outras palavras, com Jesus aprendemos a sentir compaixão.

    'Temos apenas cinco pães e dois peixes'... o pouco que temos, nas mãos de Jesus, se torna a chave para a construção de relações mais humanizadoras em nossa sociedade e, portanto, para o surgimento de uma nova humanidade. Dizia um autor: 'Através da partilha do pão se resolve o problema da fome. Enquanto as pessoas retêm, seguram os dons para si, há injustiça e há fome; quando aquilo que alguém tem não é considerado sò seu de modo exclusivo, mas é partilhado para multiplicar a ação criadora do Pai, se cria a saciedade, se cria a abundância'. De fato, as pessoas comeram até se saciar. Que possamos ser mais concretos no modo de crer e de sentir compaixão.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano:

LA CHIAVE PER UNA NUOVA UMANITÀ

Una riflessione a partire da Mt 14, 13-21   




 

    Avendo ricevuto la notizia della morte di Giovanni il Battista, Gesù non si lascia intimidire, anzi, si mette in azione, non teme per la propria vita: per primo, pensa di ritirarsi in un luogo deserto in disparte, ma è anche disposto a cambiare il programma a causa del bisogno della gente che lo cerca. Gesù è mosso dalla compassione nei confronti della gente; una gente sfruttata e sfinita come pecore senza pastore. Abbiamo bisogno di questa disposizione e compassione di Gesù per interrompere quello che stiamo facendo al fine di assistere qualcuno nel suo bisogno. Di solito non vogliamo essere disturbati, poiché abbiamo tanto da fare.

    Gesù invece si lascia disturbare dal bisogno della gente perché è mosso dalla compassione che dimostra in modo concreto guarendo i malati e dando da mangiare a tutti. I suoi gesti agiscono per sanare, per guarire e   per donare vita nuova. Il modo con cui Gesù ci accoglie oggi davanti ed intorno al suo altare è “la risposta di Dio al bisogno di pienezza che ognuno si porta dentro”. Siamo molto lontani da questa concretezza di Gesù perché i discorsi ci piacciono molto, ma tante volte rimaniamo solo nella teoria. 

    Gesù non gradisce l’indifferenza dei discepoli che gli consigliano di congedare la gente affinché provveda per proprio conto a procurarsi il cibo. La sua risposta: ‘Voi stessi date loro da mangiare’ non indica soltanto dare qualcosa ma anche un darsi come Gesù fa. In ogni gesto di donazione ed in ogni cosa donata c’è una parte della persona che dona. Così è anche l’esperienza dell’eucaristia: ogni persona che mangia Gesù diventa a sua volta eucaristia, cioè, dono per gli altri. Con Gesù non si impara a moltiplicare pani ma a condividere con i fratelli quello che si ha e quello che si è.

     “Abbiamo soltanto cinque pani e due pesci”... il poco che abbiamo, nelle mani di Gesù diventa la chiave per un rapporto più umanizzante nella nostra società e per una nuova umanità: “Attraverso la condivisione… si risolve il problema della fame. Finché le persone trattengono i doni per sé, c’è l’ingiustizia e c’è la fame; quando quello che si ha non si considera esclusivamente proprio ma lo si condivide per moltiplicare l’azione creatrice del Padre si crea la sazietà si crea la abbondanza”. Infatti, mangiarono alla sazietà. Che possiamo essere più concreti nel modo di credere e sentire compassione. 


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi



sábado, 25 de julho de 2026

LA PREZIOSITÀ DELLA SEQUELA DI CRISTO

 

Una riflessione a partire da 1Re 3,5.7-12; Rm 8,28-30; Mt 13,44-52




 

    Gesù non ha annunciato sé stesso ma il regno. Egli non ha definito cosa sia il regno ma lo ha mostrato presente tra noi tramite le sue opere e le opere di coloro che lo seguono come partecipazione alla sua stessa missione. Il regno non lo si merita ma è dono gratuito del Padre. È accessibile a tutti ma per trovare questo regno o essere cittadino di esso alcuni atteggiamenti sono fondamentali. Il primo di essi lo troviamo nella prima lettura.

    Dinanzi alla preghiera umile e fiduciosa di Salomone, Dio gli concede un cuore saggio ed intelligente, cioè un cuore docile per agire con saggezza e fare delle scelte giuste. Il desiderio di Dio è che cerchiamo per la nostra vita quello che è veramente essenziale. Questo è il tesoro più grande che una persona può possedere.

    San Paolo si oppone alla mentalità secondo la quale Dio sceglie alcuni e esclude altri. L’eterno piano del Padre è chiamare e riunire in una unica famiglia tutti i suoi figli sparsi nel mondo conformandoli all’immagine del suo Figlio. Davanti a questo piano ognuno è libero per accettare o rifiutare, scegliere la vita o la morte, salvarsi o condannarsi. Che la nostra risposta sia all’altezza del dono.

    Le parabole che Gesù racconta mettono in evidenza la preziosità del vangelo che Egli ha predicato, vero tesoro da scoprire, vera perla per cui vale la pena di vendere ogni altro avere per possederla. Incontrare Cristo e seguirlo è l’esperienza della gioia; una gioia per cui vale la pena di lasciare tutto ciò che abbiamo perché non c’è niente che si può paragonare alla bellezza di essere di Cristo, di possedere questo tesoro.

Questa è la bellezza della vita cristiana che papa Francesco ci ha fatto riflettere come un cammino, non un cammino triste ma gioioso. Certo che le prove, le sofferenze ci sono, ma non sono il punto di riferimento che ci ha portato a cercare questo cammino. Lo abbiamo scelto perché ci porta alla piena gioia. Cosa fare quando arrivano le prove? Se sono vissute con Cristo ci portano alla vera gioia. Altrimenti, ci renderanno delusi.

    Il Regno è dono ma anche costante ricerca. Dio si dona a noi gratuitamente ma considera anche importante ogni sforzo verso di lui. Il Regno è la presenza e azione di Dio. Chiediamo a lui la grazia di scoprirlo come l’unica ragione che ci fa vivere e per cui vale la pena non solo di lasciare tutto ma di donarsi totalmente.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

sexta-feira, 24 de julho de 2026

A PRECIOSIDADE DO SEGUIMENTO DE CRISTO

 

Uma reflexão a partir de 1Rs 3,5.7-12; Rm 8,28-30; Mt 13,44-52




 

    Jesus não anunciou a si mesmo, mas o Reino. Ele não definiu o que é o Reino, mas o mostrou presente entre nós através de suas obras e das obras daqueles que o seguem como participação em sua própria missão. Ninguém merece o Reino; é um dom gratuito do Pai. É acessível a todos, mas para encontrar este Reino ou ser cidadão dele, algumas atitudes são fundamentais. A primeira delas encontramos na primeira leitura.

    Diante da oração humilde e confiante de Salomão, Deus lhe concede um coração sábio e inteligente, isto é, um coração dócil para agir com sabedoria e fazer as escolhas certas. O desejo de Deus é que busquemos para nossa vida aquilo que é verdadeiramente essencial. Este é o maior tesouro que uma pessoa pode possuir.

    São Paulo se opõe à mentalidade segundo a qual Deus escolhe alguns e exclui outros. O plano eterno do Pai é chamar e reunir em uma única família todos os seus filhos espalhados pelo mundo, conformando-os à imagem de seu Filho. Diante deste plano, cada um é livre para aceitar ou recusar, escolher a vida ou a morte, salvar-se ou condenar-se. Que nossa resposta esteja à altura do dom.

    As parábolas que Jesus conta destacam a preciosidade do Evangelho que Ele pregou, verdadeiro tesouro a ser descoberto, verdadeira pérola pela qual vale a pena vender todos os outros bens para possuí-la. Encontrar Cristo e segui-lo é a experiência da alegria; uma alegria pela qual vale a pena deixar tudo o que temos, porque não há nada que possa ser comparado à beleza de ser de Cristo, de possuir este tesouro.

    Esta é a beleza da vida cristã que o Papa Francisco nos fez refletir como um caminho, não um caminho triste, mas alegre. É claro que as provações, os sofrimentos existem, mas não são o ponto de referência que nos levou a buscar este caminho. Nós o escolhemos porque nos leva à plena alegria. O que fazer quando as provações chegam? Se forem vividas com Cristo, nos levam à verdadeira alegria. Caso contrário, nos deixarão desiludidos.

    O Reino é dom, mas também busca constante. Deus se doa a nós gratuitamente, mas considera também importante cada esforço em direção a Ele. O Reino é a presença e a ação de Deus. Peçamos a Ele a graça de descobri-lo como a única razão que nos faz viver e pela qual vale a pena não apenas deixar tudo, mas doar-se totalmente.


Fr Ndega

segunda-feira, 1 de junho de 2026

DIO È AMORE CHE GENERA E DONA VITA

 

Una riflessione a partire da Gv 3, 16-18




 

    La liturgia odierna ci invita a riflettere sull’identità di Dio. Ci è stato rivelato dallo stesso Gesù che Dio è Padre, è Figlio e è Spirito Santo, e che vivono in una eterna comunione d’amore. Questo vuol dire che da sempre il Padre ama il Figlio, da sempre il Figlio è l’amato e da sempre lo Spirito Santo è l’amore del Padre e del Figlio. La teologia ha definito questa relazione d’amore tra le Persone divine con il termine Trinità, cioè, sono tre le Persone, ma un unico Dio. Così, Dio è unico, ma non vive da solo perché è amore e nell’amore non c’è solitudine, ma relazione. Quindi, “Dio è Trinità perché è amore”.

    Carissimi, certamente, come io, anche voi volete capire come può un solo Dio essere tre. “Un giovane, confuso da questo mistero, andò da un monaco: “Padre, come può un solo Dio essere tre? Io non riesco a capirlo”. Il monaco prese tre candele e le mise vicine. Poi prese un unico fiammifero e accese la prima, poi la seconda, poi la terza. “Guarda”, disse. “Tre candele, tre fiamme. Eppure il fuoco è uno solo. Il Padre è la fiamma che accende, il Figlio è la fiamma che illumina, lo Spirito è la fiamma che scalda. Tre modi diversi di essere lo stesso fuoco: Amore che arde per te.” Il giovane non capì tutto, ma capì l’essenziale: Dio non vuole essere spiegato, vuole essere incontrato”.

    Quando facciamo il segno della croce, parliamo dell’identità di Dio ed esprimiamo la nostra appartenenza a Lui, che è presente in noi e ci protegge. Egli è amore che genera e dona vita a tutti. Egli si rivela a tutti e si fa trovare da tutti, ma non si lascia trattenere da nessuno. Infatti, non c'è nulla che possa imporre limiti al suo essere. Secondo S. Agostino, “Dio è tanto inesauribile che quando è trovato è ancora tutto da trovare”. Così, “la Trinità non è un concetto da capire, ma una manifestazione da accogliere”. Il nostro atteggiamento deve essere come quello di Mosè: togliersi i sandali, cioè, svuotarci dalle idee su Dio e lasciarci abbracciare e riempire dalla sua tenerezza. Sentiamo:

    Un bambino sta giocando al computer. Improvvisamente si ferma e chiede alla zia: “Com’è Dio?”. La zia lo guarda in silenzio, gli si avvicina, lo abbraccia, gli bacia i capelli e, tenendolo stretto a sé, sussurra: “Come ti senti, ora?”. Pavel non vuole sciogliersi dall’abbraccio, alza gli occhi e risponde: “Bene, mi sento bene”. E la zia: “Ecco, Pavel, Dio è così”.

    La risposta di Gesù nel vangelo va proprio in questa direzione: “Dio ha tanto amato il mondo da dare il suo Figlio… non per condannare il mondo ma per salvarlo”. Dio ama donando, abbracciando, salvando. Quindi, la salvezza del mondo, dell’umanità avviene per un’azione amorosa del Padre che dona il Figlio e il Figlio sotto la potenza dello Spirito Santo dona sé stesso. Lo stesso Spirito che guidò Gesù nella sua missione porta ai nostri cuori l’amore di Dio affinché possiamo chiamarlo Abba Padre con totale libertà e fiducia di figli e vivere da fratelli tra di noi con tutta la sincerità e trasparenza. “Vedendo come ci amiamo noi, il mondo deve poter capire che Dio è amore e rende delle persone, che credono in lui, capaci di amare”. Per questo diciamo: Gloria al Padre, al Figlio e allo Spirito Santo…


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

sábado, 9 de maio de 2026

DARE RAGIONE DELLA NOSTRA SPERANZA

 

Riflessione su Atti 8,5-8.14-17; 1Pt 3,15-18; Gv 14, 15-21




     A partire da questi brani di oggi, la liturgia comincia a parlare della persona e della missione dello Spirito Santo, amore del Padre e del Figlio, donato per accompagnare ciascuno di noi e la nostra missione in modo che possiamo giungere alla piena comprensione del messaggio rivelato da Gesù ed essere fecondi nella nostra testimonianza anche in mezzo alle avversità.

     Nel brano tratto dagli Atti degli Apostoli, dopo la persecuzione contro la chiesa di Gerusalemme, molti discepoli scappano per continuare l’evangelizzazione in altri luoghi. A partire dall’impegno di Filippo in Samaria molti Samaritani accolgono con gioia la parola di Dio. I segni compiuti da Filippo confermano la verità delle sue parole. Pietro e Giovanni sono inviati da Gerusalemme per assistere Filippo come segno di comunione di tutta la Chiesa. Tocca a noi oggi portare avanti l’opera evangelizzatrice con lo stesso zelo, entusiasmo e spirito fraterno.

    L’evangelizzazione non ha confini e ha come scopo la rimozione del muro di separazione che divide le persone portando loro i valori del Vangelo. Questa missione è suscitata dallo Spirito Santo, il quale ci motiva a “dare ragione della speranza che è in noi, rivolgendoci agli altri con dolcezza e rispetto consapevoli di essere soltanto strumenti, poiché è Dio che fa tutto. Infatti, è Dio che opera tramite il suo Spirito portando trasformazione e grande gioia nella vita delle persone.

    Nel Vangelo Gesù continua il suo discorso di addio parlando con i discepoli cuore a cuore. Rivelando la sua comunione d’amore con il Padre, inserisce i suoi in questa stessa comunione. Rivela anche la condizione per rimanere nel suo amore: ‘Se mi amate, osserverete i miei comandamenti’. Lui parlava del nuovo e unico comandamento: “Amatevi come io vi ho amato”. L’amore con cui Gesù ci ha amato, prima di essere un comandamento da seguire o un messaggio da comunicare, si tratta di una relazione da vivere. Tommaso d’Aquino definiva l’amore come “passione di unirsi alla persona amata”. In Dio per primo c’è questa passione, lui per primo viene incontro, è lui per primo ad amarci. Quindi, amare Cristo è passione di fare quello che Dio fa.

    “Non vi lascerò orfani, perché io vivo e voi vivrete”. “Orfano è parola ed esperienza legate alla morte. Ma chi ama vive”, secondo quello che dice il libro Cantico dei cantici: “Forte come la morte è l’amore, le grandi acque non possono spegnerlo, nè i fiumi travolgerlo”. Vivrete perchè io vivo: la passione di unirsi è diventata passione di far vivere. Gesù ci invita a sentirlo sempre presente, a saper scoprire che Lui è vivo e ci ama. Per arrivare a questo ci manderà l’aiuto dall’alto: “Io pregherò il Padre e egli vi darà un altro “paraclito”… il quale ‘rimane presso di voi e sarà in voi’.

    Lui si riferisce allo Spirito chiamandolo “altro paraclito”. Ciò vuol dire che c’è già stato un primo, vale a dire, lo stesso Gesù. Paraclito viene da paracletos, avvocato: colui che è chiamato vicino. Infatti, era questo il compito dell’avvocato allora, stare accanto e suggerire all’orecchio quello che l’imputato doveva dire in sua difesa. Questa Forza ci viene donata dall’alto per stare sempre con noi, ricordarci tutto ciò che Gesù ha detto, e insegnarci ad applicarlo nella nostra realtà così bisognosa di cambiamento. Poi aggiunge: “lo Spirito sarà in voi”. Vuol dire che non solo è accanto, presso, vicino, ma sarà in, dentro, immerso. È immerso in noi per immergerci nell’amore di Dio.

    Viviamo in un mondo nel quale l’amore è stato svuotato del suo senso originale, cioè io amo se posso averne vantaggio, oppure io amo fino a un certo punto, oppure ancora io amo alcuni, ma gli altri no. Gesù ci parla di un amore diverso; un amore vero e la veracità dell’amore di una persona è misurata dalla capacità di donar-si e servire, senza fare distinzione di persona. Chi ama veramente vuole soltanto il bene della persona amata, non la prende, non la possiede, la lascia libera. È a questo amore che Gesù ci chiama oggi ed è questo amore che ci rende veramente liberi e credibili.

    Amare Gesù come lui vuole è un dono che ci viene dato dall’ascolto fedele e costante della sua Parola. Tramite la Parola e l’azione dello Spirito, il Padre plasma quotidianamente in noi il cuore del Figlio al fine di amare come lui. Non è un amore che mi porta a fare ciò che mi piace ma che mi fa lasciare il mio egoismo e andare incontro agli altri nei loro bisogni. Questo è l’amore che rende fecondo il nostro apostolato e solamente lo Spirito Santo può mantenerlo vivo nel nostro cuore. Quindi, diciamo con fiducia: Vieni, Spirito Santo ed insegnaci ad amare Gesù come a lui conviene!


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

sábado, 2 de maio de 2026

LE NOSTRE OPPORTUNITAÀ DI CRESCITA

 

Riflessione a partire da Gv 14, 1-12  




 

    Il contesto del brano del vangelo è quello dell’ultima cena. Gesù fa il suo discorso di addio e provoca una grande crisi all’interno della comunità dei discepoli. Loro hanno vissuto esperienze intense con il maestro e queste hanno configurato la loro identità. Vogliono stare insieme a lui per sempre. Non riescono ad andare avanti senza di lui poiché hanno scoperto in lui la ragione della loro esistenza. È possibile vivere con fedeltà la nostra vocazione soltanto se questa relazione con il maestro viene intensificata quotidianamente.

    In questo contesto di distacco, le parole di Gesù sono fonte di consolazione e sicura speranza, infondendo coraggio e invitandoli alla fede e fiducia in Dio e nella sua presenza costante in mezzo a loro. In tempi di crisi, quando tutto sembra perdere di senso, Gesù chiede anche a noi di non perderci d’animo, di non aver paura ma fede. Diceva don Calabria ai suoi religiosi e collaboratori: “Quando le cose diventano sempre più difficili, dobbiamo avere più fede! Allora, vedremo come la Provvidenza si manifesterà sempre più abbondante”.     

    È Gesù per primo a non volersi staccare da loro, per questo promette di tornare e prendere i discepoli con sé perché dove è lui siano anche loro. La condizione di Gesù è di pienezza della gioia e dell’amore che si dona senza pensare a sé stesso. Lui vuole che i suoi possano sperimentare la stessa condizione: la gioia di appartenere al Padre, la gioia di un amore che vuole solo donare, non ricevere.

    Gesù vuole coinvolgere i discepoli nella stessa comunione che egli vive con il Padre. La condizione per questo è quella di accoglierlo come via, verità e vita: la via sicura che conduce al Padre, attraverso cui si raggiunge la conoscenza della verità e si ottiene la pienezza della vita. Come verità di Dio per l’umanità e intera verità dell’uomo a Dio, Egli ci fa provare in anticipo la vita eterna, la vita dell’Eterno.

     Gesù non propone un cammino verso il Padre; la sua stessa persona è il cammino. Egli è immagine visibile del Dio invisibile. Nella sua persona si realizza la più perfetta sintesi tra divinità e umanità. “La nostra fede non è basata su un insieme di regole da seguire oppure dottrine da imparare, ma in una persona, Gesù”. Chiunque vede Gesù vede il Padre perché Egli e il Padre sono una cosa sola, la stessa realtà divina che non si può separare. Egli non ha bisogno di mostrare il Padre; stare con lui è stare con il Padre. Quanto più cerchiamo di conoscere Gesù tanto più entriamo in intimità con il Padre.

    Come espressione della proposta di Gesù, la vita cristiana è un cammino verso il Padre perché Gesù stesso è la verità che cerchiamo e la pienezza della vita che desideriamo. Alle volte nel nostro cammino ci sono delle situazioni che causano paura e che turbano il nostro cuore impedendoci di fare una profonda esperienza della presenza di Gesù vivente. Oggi egli ci invita alla fede e alla fiducia in Dio Padre che ci ama e ci attira a sé con legami di tenerezza e misericordia. La fede ci permette di essere testimoni coraggiosi di questo volto di Dio, proclamando la verità della vita senza fine che Cristo dona a tutti tramite la sua morte e risurrezione.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

domingo, 19 de abril de 2026

IL CAMMINARE DI DIO NEI NOSTRI “CAMMINI”

 

Una riflessione a partire da Lc 24, 13-35




 

    Vi invito a guardare quella coppia sulla strada di Emmaus come specchio della vita di ciascuno di noi. La Provvidenza li ha fatto diventare discepoli. Però, hanno messo troppa fiducia nel messia delle loro fantasie e ora vivono un momento di grande delusione che li fa camminare in una direzione opposta a quella della comunità. E quando viene loro chiesto di raccontare il loro vissuto, manifestano tristezza nel loro sguardo con una visione drammatica e disastrosa dei fatti, rivelando nelle loro parole nient’altro che lamentele. In questa situazione sono ostacolati nell’arrivare alla meta desiderata.

    Non tutto però è perduto. Il risorto si fa vicino come un pellegrino cioè, come uno che chiede di essere accolto e, nel suo modo tenero ed empatico di intervenire, mostra che Dio non è indifferente al loro vissuto. Con una parola di supporto e incoraggiamento fa ardere il loro cuore invitandoli a guardare la realtà con uno sguardo diverso. Tutto questo li prepara per il momento culmine, cioè, di quel gesto di spezzare il pane che prima aveva fatto scatenare in loro la passione di essere discepoli non di un maestro morto che delude ma di un Dio compagno di strada, che prende su di sé i nostri dolori e ravviva le nostre speranze perché vive per sempre.

    Dopo aver spezzato il pane, cosa succede? Cristo scompare, cioè, si rende invisibile perché i discepoli avevano già ricevuto due segni concreti della sua presenza visibile, vale a dire: la Parola, che brucia il cuore e il Pane spezzato, che fa aprire gli occhi. Anche se non è visibile alla vista, il Signore è presente e rimarrà per sempre. Ora è il momento di testimoniare con grande gioia questa verità.

    Questo brano è un modo di interpretare la bibbia che viene proposto a tutti coloro che seguono Gesù. Su quella strada di Emmaus stiamo tutti noi con la nostra storia di vita, i nostri desideri, i nostri sogni, aspettative e delusioni. Le situazioni difficili ci appesantiscono il cuore, portandoci a pensare che la realtà è solo ciò che vediamo e solo come la vediamo noi. Ci manca uno sguardo di speranza verso il futuro. Ma in quella stessa strada troviamo il Signore risorto che, mentre cammina con noi, ci infonde coraggio, facendo ardere il nostro cuore con la sua parola e aprendo i nostri occhi attraverso l’eucaristia.

    Questa esperienza della parola e del pane spezzato in comunità ci rende testimoni della presenza del Signore risorto in mezzo a noi. Egli è il nostro compagno e accompagnare vuol dire proprio questo: ac-com-pane, spezzare il pane insieme. Sull’esempio di quei discepoli ognuno è invitato a lasciarsi accompagnare da lui, ascoltare le sue parole e invitarlo a restare. Egli per primo vuole stare con noi e insegnarci il vero modo di vivere. Che possiamo “riconoscerlo proprio nello spezzare il pane: perché spezzare qualcosa di mio per gli altri è il cuore del vangelo”.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

sábado, 11 de abril de 2026

UNA NUOVA UMANITÀ

 

Una riflessione a partire da Gv 20, 19-31




 

Celebriamo la “Domenica della misericordia”. Secondo S. Pietro, “Dio nella sua grande misericordia ci ha rigenerati attraverso la risurrezione di Gesù”. Quindi, “la risurrezione non è un ricordo da conservare, ma una forza che genera vita nuova”. Questa vita nuova è sempre azione della misericordia del Padre, di cui Gesù Cristo è il volto. “Il mistero della fede cristiana sembra trovare in questa parola la sua sintesi. Abbiamo sempre bisogno di contemplare il mistero della misericordia, il quale è fonte di gioia, di serenità e di pace”.

    I discepoli di Gesù stavano vivendo un grande dramma, cioè, erano terrorizzati. Hanno perso il loro maestro e i giudei si mostravano ostili nei loro confronti. Oltre alla delusione di non vedere compiute le loro aspettative riguardo quel maestro di cui si sono fidati, provano la disperazione, perché ora anche la loro vita è a rischio. Siccome non vogliono avere la stessa fine del maestro, si chiudono dalla paura.  Quando ci chiudiamo in noi stessi diventiamo schiavi delle nostre paure, pensando che la realtà è solo ciò che vediamo e solo come la vediamo noi. Così, generiamo solo ansia e agitazione intorno a noi.

    Conoscendo la loro situazione, Gesù viene loro incontro. In questo bell’incontro non c’è un rimprovero, non c’è un accusare colpe in faccia per i tradimenti e l’abbandono. No, niente di tutto questo. C’è solo un profondo rispetto, un rinnovamento di fiducia e un’offerta di doni: lo Spirito Santo, la pace, la missione, il perdono, la fede. Soffiando su di loro lo Spirito Santo, come in principio, il Risorto li ri-crea, confermando la missione di questa comunità, simbolo della nuova umanità totalmente rigenerata dalla sua croce e risurrezione.

  Con loro siamo stati rigenerati anche noi: “non semplicemente migliorati, ma fatti ripartire; non siamo stati riaggiustati, ma ri-nati. È la grande misericordia di Dio che prende la nostra storia, spesso fragile, confusa, ferita, e la apre a un futuro che non delude”. Dio ci ama non per quello che facciamo, ma per quello che siamo. “La nostra debolezza non è un ostacolo, ma una risorsa per meglio seguire il Signore, per meglio venire in aiuto ad altri”. Non c’è limite in noi che non possa essere raggiunto dalla misericordia. È questo che succede nella accoglienza che offre a Tommaso nella sua difficoltà a credere.  

    Tommaso non ha visto il Signore come gli altri per mancanza di partecipazione comunitaria. Con questo viene sottolineato l’importanza di condividere la vita in comunità. Se non fosse così importante il risorto avrebbe fatto una manifestazione speciale solo a lui. Invece, coglie l’occasione dell’incontro comunitario avvenuto otto giorni dopo per raggiungere Tommaso con la sua misericordia.  

    Il Signore risorto ha voluto rivelarsi a noi attraverso l’aiuto di altri perché la persona ha difficoltà a credere se crede da sola. La nostra fede è risultato dell’esperienza ecclesiale, poiché la fede della Chiesa precede, genera e nutre la nostra fede. Senza la partecipazione nella Comunità abbiamo difficoltà a riconoscere i segni della presenza di Gesù Risorto in mezzo a noi e possiamo rendere difficile la testimonianza degli altri. Che possiamo lasciarci aiutare in modo da poter superare le nostre paure, le incredulità e cosi, a dare una testimonianza efficace nella realtà che ci circonda.

 

Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

segunda-feira, 30 de março de 2026

LA SOLIDARIETÀ DELL’UOMO DIO

 

Riflessione su Is 50,4-7; Fil 2,6-11; Mt 26,14-27,66




 

Siamo ormai entrati nella settimana più importante dell’anno per le Comunità cristiane, vale a dire, la Settimana Santa oppure Settimana della Passione. Infatti, si tratta della settimana che mette insieme gli avvenimenti centrali della nostra fede, narrando con molto simbolismo e profondità gli ultimi momenti di Gesù nella sua esistenza terrena e invitando a seguirlo passo dopo passo, lasciandoci rinnovare dal suo esempio di fedeltà e decisione.

Acclamato dalla gente, Egli entra trionfante in Gerusalemme per concludere la sua opera d’amore. E proprio perché è un’opera d’amore, viene su una cavalcatura umile, pieno di mitezza, indicando la via della vera vittoria. Gesù è consapevole di ciò che gli accadrà ma non si scoraggia. Al contrario, dimostra libertà di Figlio amato e mandato per salvare l’umanità. Andrà fino alle ultime conseguenze per la nostra salvezza, consapevole di essere questa la volontà del Padre. Quindi, la sua morte non è una fatalità ma il risultato di una missione profetica vissuta con fedeltà fino alla fine.  

La prima lettura ci porta il “terzo cantico” del servo del Signore. Secondo questo brano, il Servo vive la sua vocazione come un dono di Dio per dare nuova vita ai suoi fratelli e sorelle. A motivo della sua fedeltà, deve affrontare molte umiliazioni, rifiuti e sofferenze, ma non si scoraggia perché sa di essere sostenuto da Dio. In questo Servo, i cristiani vedono la figura dello stesso Gesù il quale non è solo un re acclamato, ma ‘Colui che regna consegnando sé stesso’. Il suo esempio ci motiva a rinnovare la fiducia nell’aiuto di Dio anche ‘quando l’oscurità sembra avere l’ultima parola’.

Secondo l’apostolo Paolo, il Figlio di Dio, nella sua identificazione con la condizione umana, si umilia, accetta di essere maltrattato e ucciso a motivo della sua fedeltà a Dio. La sua fiducia filiale in Dio è la ragione per la sua fedeltà. Nell’umiliazione ha trovato la via per la sua glorificazione. Il cammino di umiltà, dei piccoli gesti e l’opzione per ciò che non conta, cioè, che è più insignificante nella società sono segni autentici che identificano coloro che continuano la sua opera. Infatti, i misteri del Regno non sono rivelati ai potenti ma ai piccoli e umili.

Secondo il racconto di Matteo, Gesù considera che il suo arresto, la sua passione e la sua morte saranno motivo di scandalo per i suoi discepoli, poiché loro avevano ancora la mentalità di un messia trionfalista e Gesù lo sapeva bene. Tuttavia egli continua il discorso parlando della risurrezione e dell’incontro che avrà poi con loro, là dove tutto è cominciato, cioè, in Galilea. Per Gesù non c’è più grande espressione di amore che quella di dare la vita per i suoi amici, anche se, se sono scappati via, lasciandolo da solo: “Allora, tutti i discepoli, abbandonatolo, fuggirono”.

Come vero uomo, Gesù sente il dolore dell’abbandono dei compagni, degli oltraggi, dei peccati dell’umanità. Tutto in torno a sé sembrava andare contro di lui, portandolo a pregare il salmo: “Dio mio, Dio mio perché mi hai abbandonato?” Però, la sua fiducia rinnovata nel Getsemani non lo lascia perdere la speranza nell’aiuto del Padre il quale non l’ha mai abbandonato. Gesù è stato eloquente anche durante la sua morte perché non muore come un disperato, ma affidandosi. Nel momento in cui tutto sembra essere stato inutile, ecco la grande professione di fede, dalla bocca di chi meno ci si immaginava, vale a dire, un centurione romano: “Davvero costui era Figlio di Dio”.

Il mistero della passione e morte di Gesù non ha come primo riferimento il dolore e la sofferenza che egli ha vissuto, ma il suo grande amore fino alla fine. Attraverso di esso ha fatto propri i nostri dolori e le nostre sofferenze portandoli su di sé nella sua croce. Egli continua a soffrire in noi quando sperimentiamo il dolore e le prove nel nostro cammino e ci dice come ai primi discepoli: “Rallegratevi ed esultate…”, non a causa della sofferenza in sé stessa ma perché Egli soffre con noi e per noi affinché possiamo sperimentare la sua gioia. La risposta del Padre con la risurrezione del Figlio è la prova concreta che un amore così non andrà mai perduto. Quindi, c’è il dolore ma è redento. Diceva San Giovanni Paolo II: “Non si può capire il dolore umano, se non nel contesto di una felicità perduta; e non ha senso il dolore, se non in vista di una felicità promessa”.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

sábado, 21 de março de 2026

LA FECONDITÀ DELLA VERA AMICIZIA

 

una riflessione a partire da Gv 11, 1-45




 

    In Cristo, Dio si lascia toccare dal dolore e sofferenza delle persone non per lasciarle allo stesso modo, ma per offrirle una nuova realtà. Come possiamo sentire questa vicinanza e solidarietà divina? Solo se cerchiamo di vivere una vera amicizia con Gesù, come è successo nell’esperienza di amicizia tra Lui e i suoi tre amici, vale a dire Marta, Maria e Lazzaro. La breve notizia ricevuta da Gesù riguardo la situazione di salute del suo amico Lazzaro rivela tutta la verità della loro amicizia con il maestro, vale a dire: “Signore, ecco, colui che tu ami è malato”. Il modo con cui le sorelle si abbandonano alla volontà e cura divina ci motiva nel nostro modo di rivolgerci a Dio: non gli diciamo cosa deve fare; semplicemente lo lasciamo fare.

    Questa malattia non porta alla morte”. Come capire questo se nel seguito l’evangelista dice che Lazzaro morì? Il Figlio di Dio è venuto nel mondo per darci la vita eterna, non la vita biologica. Non è stato il suo compito. La risurrezione che ci promette non è per questa vita; è per la vita eterna. Non possiamo arrabbiarci con Dio, per esempio, perché non ha prolungato una vecchiaia o perché non ha impedito questa o quell’altra malattia. La morte biologica è la nostra realtà quotidiana. Domandiamoci: non ci sono altri doni che ci vengono concessi mentre affrontiamo una certa difficoltà?

    La centralità di questo brano è la rivelazione che Gesù fa di sé stesso come Resurrezione e Vita. Chi crede ha trionfato per sempre sulla morte. La risurrezione di Lazzaro è il segno di questa vittoria; è un annunzio della resurrezione di Cristo e della certezza della nostra resurrezione in Cristo. Questo motiva la nostra speranza e dà senso alla nostra fede. Per questo dirà San Paolo: “Se Cristo non è risuscitato, vana è la nostra fede e anche la nostra speranza è vana”.

    La notizia che Marta porta alla sorella Maria, vale a dire “Il Maestro è qui e ti chiama”, ha la stessa forza dell’ordine dato al morto: “Lazzaro, Vieni fuori!” la differenza è che nella prima chiamata Gesù si serve di una mediazione – Marta - ma è sempre lo stesso Dio chiamando a sé coloro che egli ama. Si tratta di un invito a lasciare il dolore per trovare la gioia, lasciare il buio per trovare la luce, lasciare la morte al fine di ottenere la vita. Il maestro è qui e ti chiama!

Ci sono due sorelle, ma una sola certezza: “Signore, se tu fossi stato qui, mio ​​fratello non sarebbe morto! (Gv 11,21)”. La persona che vive un rapporto d’amore con Gesù riconosce che fuori da esso non c’è senso, non c’è vita. Però, Gesù ripete a noi oggi: Togliete la pietra! Ma, Signore!... Togliete la pietra che blocca questa amicizia con me! Cioè, togliete quella pietra che vi separa dalla relazione profonda con il Dio dei vivi e feconda con i vivi di Dio; quella pietra che fa ignorare l’altro, che fa considerare l’altro un defunto nei vostri cuori. Insomma, togliete la pietra per fare spazio alla vita nelle vostre relazioni! Se credete, vedrete la gloria di Dio! Cioè, se è il Dio della vita il punto di riferimento delle vostre relazioni, sarete in grado di vivere relazioni vere, mature e feconde per voi e per gli altri.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi

quinta-feira, 19 de março de 2026

SPOSO FEDELE E PADRE PREMUROSO

 

Una riflessione a partire da Mt 1, 16.18-21.24a





    Celebriamo la solennità di San Giuseppe, sposo della Beata Vergine Maria e padre putativo di Gesù. Il nostro cuore è pieno di gioia e ringraziamento a Dio che ci ha dato un modello così decisivo nel modo giusto di collaborare con Lui nella realizzazione dei suoi piani. Quindi, rallegriamoci e esultiamo nel Signore! È stato Lui a chiamare e a scegliere questo suo servo Giuseppe per essere lo sposo fedele della sua Madre, essendo accanto a lei e al suo Bambino in tutti i momenti. È bello vedere che prima che inizi a compiersi ‘il mistero nascosto da secoli’ (Ef 3,9), i Vangeli pongano dinanzi a noi l'immagine dello sposo e della sposa. Questo mostra quanto il matrimonio è valorizzato.

    In quale circostanza si dà lo sposalizio di Giuseppe e Maria? Tutto comincia con le promesse. Dice il testo: essendo promessa sposa di Giuseppe (1, 18). E cosa significa essere una promessa sposa? Secondo l’abitudine del popolo ebraico, il matrimonio si attuava in due tappe: prima veniva celebrato il matrimonio legale (vero matrimonio), e solo dopo un certo periodo, lo sposo introduceva la sposa nella propria casa”. Questo vuol dire che “prima di vivere insieme con Maria, Giuseppe era già il suo «sposo».

    Il loro piano era il matrimonio e formare una famiglia. Umanamente parlando, nella mente di Giuseppe non c’era altro che la ragazza Maria come parte di questo piano, cioè, il matrimonio. Ma “il Signore ha modificato i suo disegno su di lui; ch’egli accetti assicurare l’avvenire della sua eletta”: ‘prima che andassero a vivere insieme ella si trova incinta per opera dello Spirito Santo’. Alle parole di Maria, Giuseppe non capisce subito il mistero in cui è chiamato a coinvolgersi. Però, Il suo amore nei confronti di Maria era così forte e bello da non permettere di denunciarla pubblicamente. Preferisce mettersi da parte che mettere ostacoli ai piani di Dio. Lascia fare a Lui.

    E Dio interviene portando a compimento il suo piano. Il modo come Giuseppe considera le cose non è mai un ostacolo ai piani di Dio, il quale ha l’abitudine di sorprenderci, agendo a modo suo. E quando Dio sembra non sorprenderci? Quando non gli facciamo spazio nella nostra vita. Se facciamo come San Giuseppe ha fatto, ogni occasione del nostro quotidiano diventa occasione rivelatrice.

    Come Giuseppe ha assunto il suo ruolo di sposo?Con amore, gioia e fedeltà, dando il meglio di sé, donando continuamente sé stesso”. Ci colpisce molto “l’armonia e l’amore di questa coppia unita intorno al Figlio dell’Altissimo in un clima di fiducia reciproca e piena fiducia negli interventi divini”. C’è una scena del film Maria di Nazareth che mi colpisce molto. Quando Maria deve andare verso Elisabetta per servirla e Giuseppe la saluta, dicendo: “Maria, ho fiducia in te!” E Maria (che non gli aveva rivelato ancora il segreto della sua maternità divina) gli risponde: “qualunque cosa accada, abbi fiducia nel Signore”. È questo che viene chiesto ad ogni persona, ad ogni coppia: avere piena fiducia in Dio per non mancarne nei confronti dell’altro.

    Possiamo dire, e senza paura di sbagliare, che Giuseppe si sente pienamente realizzato, cioè, ha trovato il vero senso della sua vita, una certezza che scaturiva dall'amore che aveva per Gesù e per Maria. “L’amore dello sposo Giuseppe è un amore vero, che non possiede, non imprigiona, ma apre spazi, rende felice l’altro, permettendo all’altro di essere chi egli è chiamato ad essere. Affidiamo a San Giuseppe le vocazioni matrimoniali, sacerdotali e alla vita religiosa: giungano alla maturazione del dono di sé, per essere segno della bellezza e della gioia dell’amore”. Che San Giuseppe ci aiuti a scoprire, amare ed essere fedeli alla nostra vocazione personale, specialmente in mezzo alle prove.


Fr Ndega

sábado, 28 de fevereiro de 2026

A TRANSFIGURAÇÃO DE CADA DIA NOS DAI HOJE!

 

Una reflexão a partir de Mt 17, 1-9




 

    O evento da transfiguração de Jesus aconteceu seis dias depois que ele revelou aos seus discípulos o mistério de sua paixão, morte e ressurreição, convidando-os a se unirem a ele renunciando a si mesmos, carregando sua cruz e seguindo-o. Isso ia contra as expectativas deles sobre o homem que haviam reconhecido como o Cristo de Deus. Por isso, eles estavam decepcionados e 'se perguntavam se valia a pena continuar seguindo um mestre que não tinha mais nada a oferecer senão a morte na cruz'.

    Então Jesus leva consigo Pedro, Tiago e João, a um alto monte e se transfigura diante deles, mostrando um pouco de sua glória e a realidade futura da vida daqueles que o seguem fielmente. Portanto, 'depois do anúncio da cruz, Ele mostra aos discípulos sua glória: não para evitar a paixão, mas para revelar seu fruto'. Convida-os a fazer a experiência do 'Alto' para que possam ver melhor, isto é, se transfigurarem no modo de olhar a realidade. 'Quando quer abrir o nosso olhar, o Senhor nos leva para um lugar à parte'. Quando em nossa vida nada parece ter sentido, vamos para um lugar à parte com o Senhor e deixemo-nos transfigurar, isto é, mudar o olhar e 'se mudamos o nosso modo de olhar as coisas, as coisas que olhamos mudam'.

    Moisés e Elias são o ponto de referência da revelação no Antigo Testamento, 'mas não têm nada a dizer aos discípulos senão através de Jesus'. De fato, o testemunho afetuoso do Pai convida todos a escutar seu Filho amado e somente Ele, o qual leva à plena realização tudo o que foi revelado antes. O verbo escutar na Bíblia expressa a atitude correta da pessoa piedosa diante da Palavra de Deus, assumindo o compromisso de praticar o que ouviu. A escuta define a atitude do verdadeiro discípulo.

    A escuta atenta da palavra nos transfigura, isto é, configura nossa vida à do Filho amado do Pai. Ele nos mostra que 'uma existência feita dom não é fracassada, mesmo que termine na cruz'. A prova disso é a vida que resplandece de sua cruz, mostrando o verdadeiro sentido de uma vida dedicada ao serviço dos irmãos e irmãs. Com Jesus aprendemos a 'subir o monte', para viver uma experiência de intimidade com Deus por meio da escuta de sua Palavra e 'descer do monte' para doar a vida na experiência de fraternidade com um olhar novo, cheio de ternura e compaixão para com os outros e de determinação para com a meta da nossa vida.


Fr Ndega

DACCI OGGI LA NOSTRA TRASFIGURAZIONE QUOTIDIANA!

 

Una riflessione a partire da Mt 17, 1-9




 

L’evento della trasfigurazione di Gesù avviene sei giorni dopo aver rivelato ai suoi discepoli il mistero della sua passione, morte e risurrezione, invitandoli ad unirsi a lui rinnegando sé stessi, portando la loro croce e seguendo Lui. Questo era contro le loro aspettative circa l’uomo che avevano riconosciuto come il Cristo di Dio. Quindi, delusi “si domandano se vale la pena continuare seguendo un maestro che non ha più nulla da offrire che la morte sulla croce”.   

Allora Gesù prende con sé Pietro, Giacomo e Giovanni, li porta sul monte e si trasfigura davanti a loro, mostrando un po’ della sua gloria e la realtà futura della vita di coloro che lo seguono fedelmente. Quindi, “dopo l’annuncio della croce, Egli mostra ai discepoli la sua gloria: non per evitare la passione, ma per rivelarne il frutto”. Invita loro a fare l’esperienza “dell’Alto” perché possano vedere meglio, cioè, a trasfigurarsi nel modo di guardare la realtà. “Quando vuole aprire lo sguardo, il Signore ci conduce in disparte”. Quando nella nostra vita nulla sembra avere senso, andiamo in disparte con il Signore e lasciamoci trasfigurare, cioè, cambiare lo sguardo “e se cambiamo il nostro modo di guardare le cose, le cose che guardiamo cambiano”.

    Mosè ed Elia sono il punto di riferimento della rivelazione nell’Antico Testamento, “ma non hanno niente da dire ai discepoli se non attraverso Gesù”. Infatti, la testimonianza affettuosa del Padre invita tutti ad ascoltare il suo Figlio amato e solo Lui, il quale porta a pieno compimento tutto ciò che è stato rivelato prima. Il verbo ascoltare nella bibbia, esprime il giusto atteggiamento della persona pia di fronte alla Parola di Dio, assumendo l’impegno di praticare ciò che ha sentito. L’ascolto definisce l’atteggiamento del vero discepolo.

    L’ascolto attento della Parola ci trasfigura, cioè, configura la nostra vita a quella del Figlio amato del Padre. Lui ci mostra che “una esistenza fatta dono non è fracassata, anche se finisce sulla croce.” La prova di questo è la vita che risplende dalla sua croce mostrando il vero senso di una vita impegnata al servizio dei fratelli e sorelle. Con Gesù impariamo a “scalare il monte”, per vivere un’esperienza di intimità con Dio tramite l’ascolto della sua Parola e “scendere dal monte” per donare la vita nella esperienza di fraternità con uno sguardo nuovo, pieno di tenerezza e compassione verso gli altri e di decisione verso la meta.


Fr Ndega

Revisione dell'italiano: Giusi